sexta-feira, 17 de junho de 2005

"Tutear" ou "vocear"?

Tu ou você?

Carlos M. Gomes

terça-feira, 14 de junho de 2005

"Olhe que não doutor..."

Morreu Álvaro Cunhal, no passado fim-de-semana. Dia 13 de Junho. Desapareceu uma referência. Fica-me na memória uma mítica entrevista conjunta com Cunhal e Soares.

Carlos M. Gomes

sexta-feira, 10 de junho de 2005

Uma memória

Hoje, dia 10 de Junho de 2005, celebrou-se o dia de Portugal, das Comunidades e de Camões. Hoje também marcou os cinco anos de um sonho bonito que "morreu" precocemente com cerca de um ano de idade. Foi pena. Tenho saudades desse sonho.

Carlos M. Gomes

Um dia!

Empurrar até mais não...

Carlos M. Gomes

quinta-feira, 9 de junho de 2005

Porque será?

A ignorância é uma dádiva!

Carlos M. Gomes

terça-feira, 7 de junho de 2005

O triunvirato

Da janela de um oitavo andar: Tecnologia, Construção e Religião.

Carlos M. Gomes

segunda-feira, 6 de junho de 2005

Shiuuuuuuuuuuuuuuuuu!!

O Silêncio é letal.

Carlos M. Gomes

sábado, 4 de junho de 2005

A luz é forte

E um assomo de escuridão invade a luz e penumbra-a. Assusta-a, como um sopro mal conseguido faz à chama de uma vela. Mas a labareda que segue é forte demais para ficar na penumbra...

Carlos M. Gomes

sexta-feira, 3 de junho de 2005

Memória

E a lâmpada funcionou...

Carlos M. Gomes

quarta-feira, 1 de junho de 2005

Uma lenta fila

Abalroado pela inevitabilidade do peso das ovelhas que correm sofregamente para os curros.

Carlos M. Gomes

terça-feira, 31 de maio de 2005

quinta-feira, 26 de maio de 2005

Há outros dias

Há dias que um homem de manhã, à tarde, não devia de sair à noite!

Carlos M. Gomes

terça-feira, 24 de maio de 2005

O refúgio dos maus

António Guterres foi ontem escolhido como próximo alto-comissário do ACNUR (Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados). Depois de Durão Barroso, o fugitivo, ter escapado do país em tanga para Bruxelas (presidência da Comissão Europeia), eis a vez de outro fugitivo ser presenteado com um alto cargo internacional. Não deixa de ser engraçado, e até irónico, que os dois "pais" do défice de 6,83 por cento de Portugal, tenham visto reconhecidas as suas qualidades no plano internacional. Só falta agora que Vítor Constâncio, actual governador do Banco de Portugal, seja presenteado com um cargo no FMI (Fundo Monetário Internacional) para que a trilogia, tão do agrado lusitano, fique completa. É que Constâncio é o "padrinho" do défice. Foi conivente com tudo o que os anteriores governos fizeram e agora surge como virgem ofendida a dizer que o défice é grande...
Voltemos ao assunto Guterres. Vai ter questões muito delicadas pela frente, resta saber se vai ter a coragem necessária para as enfrentar a sério ou se vai ocupar o cargo para ser como a rainha de Inglaterra.
Aqui fica uma das questões: a Coreia do Norte. Kim Il Sung, ditador daquele país, além de deter poder nuclear, vai chacinando bebés e matando a bel-prazer. Aqui fica um episódio contado por David Hawk, antigo director da delegação da Amnistia Internacional nos EUA, em entrevista à Grande Reportagem: «Há, por exemplo, o caso de uma mulher de 66 anos que fugiu para a China em 1997 com o seu marido e cinco das suas crianças. Foi depois repatriada. (...) Demasiado fraca e velha para trabalhar(...) foi encarregada de prestar assistência às mulheres grávidas. Ajudou nos partos de sete bebés, todos eles posteriormente mortos. Após um dos partos, preparava-se para limpar o recém-nascido quando foi impedida por um dos guardas, que o pegou por um pé e o atirou para uma caixa.(...) Quando a caixa ficou cheia de bebés, os guardas levaram-na para a rua e queimaram-na.»
Perante isto, quem tem lata de se preocupar com o défice? Ou com as desconfianças de Ferreira Leite em relação ao cálculo do mesmo? Ou com as heranças do défice que provavelmente nos levarão até à Monarquia, passando por Salazar, como diz Filipe Rodrigues Silva, do Diário Digital?

Carlos M. Gomes

segunda-feira, 23 de maio de 2005

Benfica até no céu

Demorou onze anos. Foi uma espécie de feitiço que no passado fim-de-semana se quebrou. O Benfica voltou a ser campeão nacional. Encheu de alegria milhões de portugueses. E deixou outros tantos loucos de raiva.
O campeonato foi muito disputado, por baixo na minha opinião, mas o Glorioso acabou por ser o menos irregular entre os crónicos candidatos. Venceu com justiça e muito sofrimento. Eu duvidei que ganhasse, mas ganhou. Trapattoni, um técnico italiano defensor do "catenaccio", por ironia foi quem levou o Benfica de novo aos píncaros. Nunca concordei com a forma como as suas equipas jogam. E continuo sem concordar. Mas como um amigo meu me disse há umas semanas: «O que interessa ao Benfica, agora, é ganhar, o futebol bonito vem depois.» Tive de concordar.
Sem a pressão de ter de ganhar, sob pena de a travessia do deserto ser mais longa, o Benfica tem, agora, condições para evoluir para um futebol mais espectacular, que faça com que as pessoas que pagam para ir ver os jogos se sintam recompensadas. Sim, porque é possível vencer e jogar bom futebol. A "velha raposa" não acredita nisso, mas justiça lhe seja feita, geriu muito bem um plantel curto e com óbvias limitações de qualidade de jogadores. Não se lhe podia pedir muito mais. Ou podia?
A festa saiu à rua após o empate - não poderia deixar de ser um empate - com o Boavista. Fui à nova Luz comemorar com outros 55 mil adeptos o primeiro campeonato daquela Catedral. Foi lindo!! Arrepiei-me. E não pude deixar de ter sempre presente na memória uma pessoa: a minha falecida tia Natália. Foi ela quem me inculcou o benfiquismo. Foram anos a fio a ir à bola com ela. Ver o Glorioso. Ela viu o título a ser comemorado lá de cima, do céu. Acredito que tenha sido uma estrelinha do Benfica durante esta temporada. Este campeonato também é teu tia...

Carlos M. Gomes

sexta-feira, 20 de maio de 2005

O Estado da Nação

Neste prelúdio da desgraça que se vive actualmente, os cenários catastróficos são desenhados ao ritmo das necessidades mediáticas por vários comentadores e aspirantes a políticos -- se calhar a divisão entre estes dois nem faz sentido. Contudo, o governo mantém-se em silêncio quase sepulcral. Um silêncio que não deixa antever nada de bom para quem espera ouvir alguma coisa. Não estou a falar dos seus pares da oposição, que anseiam, como abutres, cair em cima das medidas drásticas que parecem inevitáveis. Vão criticar tudo, mas fica aqui a pergunta. O que fariam se fossem governo? A mesma "merda" -- pardon my french -- que fizeram durante três anos, em que as palavras crise e contenção andaram de braços dados? Uma contenção e uma crise que Barroso, o fugitivo, disse serem necessárias para respeitarmos o malfadado PEC imposto pelos senhores europeus. Afinal, após três anos de governo social-beto-demagogo-mediático-democrata, chegámos à conclusão que a contenção e a crise serviram só para encapotar as maningâncias financeiras e contabilísticas de última hora feitas por Bagão Félix. Respeitámos os três por cento de défice impostos pelo PEC.
Tomou posse o PS e, afinal, o défice é de 6,83 por cento, de acordo com o relatório Constâncio. Não fica bem ao novo governo, à laia de dirigentes do futebol, dizer que a situação vai ser complicada porque "herdaram" um défice pior. Cabe aos novos dirigentes políticos inverter essa tendência do que vem atrás que feche a porta. Não vale a pena perderem-se em discursos políticos a pensar nas eleições autárquicas e presidenciais. Não é isso, em última instância, que serve Portugal. Os partidos têm de perder a mania de que os seus interesses são maiores e mais urgentes que os do próprio país que, alegadamente, servem.
Espero ouvir, a partir da próxima semana, notícias a darem conta do aumento dos impostos, do corte no investimento público, de ter de se recorrer a receitas extraordinárias. Até estou preparado, se bem que mal, para o aumento dos impostos sobre os produtos petrolíferos. Mas que o PS saiba o que está a fazer. Que não se guie só pelo desejo de cumprir o PEC. Que não hipoteque o futuro de uma geração de jovens portugueses que está a ser coarctada de oportunidades. Que pense que está no poder para servir e não para se servir.
Quebrem o silêncio e façam sair essas medidas, mas que tenham um discurso e uma prática optimistas em relação a um futuro breve. Mudem o disco do fado para outra música mais alegre, mas mais consciente e menos dada a emoções e resoluções de última hora. Pensemos em reestruturar o país a sério e sem medos de penalizações em eleições. Portugal é maior do que os senhores dos palácios ou da Assembleia da República!

Carlos M. Gomes

quinta-feira, 19 de maio de 2005

Porquê? Parte II

O coração dos incautos sofre mais.

Carlos M. Gomes

quarta-feira, 18 de maio de 2005

Perder em casa

O Sporting perdeu a final da Taça UEFA, a jogar no seu estádio, frente ap CSKA de Moscovo. Esteve a ganhar, por 1-0, com um grande golo de Rogério, mas não foi suficiente, pois os russos marcaram três na segunda parte. Fica a boa temporada nas competições internacionais e até internamente. Isto, diz-nos a memória a curto prazo. A longo prazo, o que se vai recordar é que o Sporting perdeu o campeonato -- após derrota com o Benfica no Estádio da Luz -- e a Taça UEFA em apenas quatro dias.
Não mereciam esta crueldade. José Peseiro é um bom treinador, mas faltou-lhe a "estrelinha" de campeão, que também lhe faltou quando foi adjunto de Carlos Queiroz no Real Madrid.
Perder as duas competições em que esteve envolvido até ao final é uma grande desilusão. A razão, pela voz do presidente Dias de Cunha, diz que o técnico vai continuar para a próxima temporada. Mas a emoção, na boca dos adeptos, é capaz de ditar sorte diferente. E o próprio Peseiro sabe que a sua situação é insustentável. Tem que saber que as palmas dos adeptos leoninos no final do jogo com o CSKA foram para os jogadores, como sempre foram. Para si, os adeptos reservaram o desagrado quando fez uma substituição quando já se antevia o pior. Tirou João Moutinho, a nova coqueluche de Alvalade, e fez entrar Hugo Viana. Ouviu assobios. E vai ouvir mais, até que saia... É pena! Merecia outra sorte.

Carlos M. Gomes

Porquê?

Desilusão por ingenuidade.

Carlos M. Gomes

segunda-feira, 16 de maio de 2005

A hipocrisia da exploração

O preço do barril de petróleo atingiu hoje o mínimo de três meses, uma tendência que se tem vindo a acentuar. Melhor, a OPEP (Organização de Países Exportadores de Petróleo), anunciou que até final do ano vai conseguir aumentar a produção, o que normalmente resulta na baixa dos preços do crude nos mercados bolsistas.
Se o cenário é de baixa do preço, por que é que os combustíveis em Portugal continuam em alta? Dizem as gasolineiras que o crude é um futuro e que têm de esperar pela consolidação da tendência de queda do preço do crude para depois baixar os preços de revenda. Mas quando é para subir não esperam por consolidação da subida do ouro negro. Porque será? E porque nos mantemos calados?

Carlos M. Gomes

sábado, 14 de maio de 2005

Sexta-feira

Os semblantes, em qualquer escritório, mudam à sexta-feira. As pessoas entram com outra disposição. Sentem o prelúdio do fim-de-semana, entram na ante-câmara do prazer desejado com todas as forças durante cinco dias de trabalho. É a esperança de vida que renasce. Porque durante a semana a vida não existe para eles. É só cumprir calendário. E fica a pergunta: não é uma estupidez andarmos a desejar que aqueles cinco dias passem rápido? É que já não voltam e não foram vividos com a intensidade merecida.

Carlos M. Gomes