O presidente do Estados Unidos foi roubado na visita de Estado à Albânia. No contacto directo com a multidão albanesa ficou sem o relógio. E tudo isto nas barbas de uns quantos men in black da segurança pessoal da Casa Branca. Ambas as diplomacias se esforçaram depois por desmentir esta versão, dizendo que o relógio tinha sido perdido!! Veja-se as imagens e tire-se as conclusões. Primeiro tem o relógio e depois já não:
Será que quem roubou o relógio vai receber um míssil em casa?
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quarta-feira, 13 de junho de 2007
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Não quero 20 empregos flexiseguros!
Os nossos instintos provincianos disparam para níveis inaceitáveis sempre que vamos aos países nórdicos buscar modelos completamente desfasados da nossa realidade. Primeiro foi o modelo finlandês, agora é o dinamarquês (os latinos da escandinávia!!) aplicado à lei laboral. Claro que é um grande engodo trasvestir uma liberalização completa do mercado de trabalho luso como se fosse o dinamarquês. O "pai" da "flexisegurança", Poul Rasmussen, em recentes declarações à imprensa, explica que os jovens vão mudar de emprego entre 15 a 20 vezes durante a sua vida activa, mas que metade será dentro das mesmas empresas. Adianta ainda que «uma grande parte dos trabalhadores portugueses vai perder o seu emprego e não ter oportunidade de encontrar um novo". E aqui começa o problema é que na Dinamarca a média de tempo que um desempregado espera por outro emprego é de 15 dias, em Portugal é de um ano, para não falar da segurança social que suporta o dinamarquês muito diferente da nossa. Rasmussen assume que a sua solução não é brilhante, mas deixa um conselho: «não se pode competir com salários baixos, mas sim com altas qualificações.»
E digo eu: Ó Rasmussen, nós temos cá um tipo que diz que os salários baixos são uma mais valia competitiva, mesmo para os que têm altas qualificações, assim à laia dos países que estiveram por trás da cortina de ferro. A sorte é que os nossos altos qualificados fogem e depois ficam cá os inúteis para serem ministros e quejandos. E quer aqui apostar, Ó Rasmussen, que vamos ter a sua "flexisegurança" aplicada, mesmo não sendo brilhante, para que as pessoas possam simplesmente ser despedidas quase como escravos, sem direitos nem compensações, para depois andarem um ano ou mais à procura de mais um trabalho flexiseguro!? E quer também apostar que os salários baixos vão continuar em detrimento das altas qualificações?
Mais duas notas finais: Se este ex-primeiro-ministro dinamarquês considera que o seu modelo não é brilhante para a Dinamarca, com níveis de desnvolvimento muito superiores ao nosso, imagine-se a catástrofe se for cá aplicado! E fecho com um aviso: é que se os dinamarquese são conhecidos por serem os latinos da Escandinávia, nós não somos propriamente considerados os nórdicos do sul da Europa. Neste aspecto, devemos estar mais perto do Zimbabué...
E digo eu: Ó Rasmussen, nós temos cá um tipo que diz que os salários baixos são uma mais valia competitiva, mesmo para os que têm altas qualificações, assim à laia dos países que estiveram por trás da cortina de ferro. A sorte é que os nossos altos qualificados fogem e depois ficam cá os inúteis para serem ministros e quejandos. E quer aqui apostar, Ó Rasmussen, que vamos ter a sua "flexisegurança" aplicada, mesmo não sendo brilhante, para que as pessoas possam simplesmente ser despedidas quase como escravos, sem direitos nem compensações, para depois andarem um ano ou mais à procura de mais um trabalho flexiseguro!? E quer também apostar que os salários baixos vão continuar em detrimento das altas qualificações?
Mais duas notas finais: Se este ex-primeiro-ministro dinamarquês considera que o seu modelo não é brilhante para a Dinamarca, com níveis de desnvolvimento muito superiores ao nosso, imagine-se a catástrofe se for cá aplicado! E fecho com um aviso: é que se os dinamarquese são conhecidos por serem os latinos da Escandinávia, nós não somos propriamente considerados os nórdicos do sul da Europa. Neste aspecto, devemos estar mais perto do Zimbabué...
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terça-feira, 5 de junho de 2007
Joe, o rico que tira aos ricos ou o Robin Hood Causa Invertida dos tempos modernos
Assistimos ao nascimento de mais uma figura inédita no seio da nossa sociedade: o capitalista-populista. A seguir ao voraz político que desce até ao povo, cujo expoente máximo é o "Paulinho das feiras", eis que surge Joe Berardo o capitalista aplaudido pelo povo, o vencedor do grande Raw contra todas as OPA, o lutador infatigável a favor... dos largos milhões embolsados, o verdadeiro Robin dos Bosques dos tempos modernos, que tira aos ricos para ficar ainda mais rico. O homem até chegou a ser ovacionado, quando saiu da reunião que impediu o sucesso da OPA da Sonae sobre a PT, imagine-se!, por sindicalistas! Entretanto lutou contra Jardim "Undertacker" Gonçalves na AG do BCP e voltou a ser recompensado com uma valorização estimada de 210 milhões de euros das suas acções no maior banco privado português. Um dos argumentos esgrimido neste embate foi o meio de transporte utilizado pelo ex-presidente executivo do BCP. Joe não se conformou que ele viesse de jacto privado às expensas do BCP!!! E o povo viu e manifestou-se a seu favor.Somos realmente pouco coerentes nas nossas (poucas!) manifestações. Ora lutamos contra a precariedade laboral, ora apoiamos um homem que legitimamente faz a sua vida a ganhar dinheiro em especulações bolsistas que muitas vezes redundam em mais despedimentos nas empresas, pois estas têm de agradar aos seus accionistas e estes não podem perder os seus altos rendimentos. Somos assim, diferentes, incoerentes. O único motivo talvez seja a deriva da falta de causas.
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quarta-feira, 16 de maio de 2007
Quanto vale um Zero à direita?
O candidato mais à direita para a Câmara Muncipal de Madrid, Alberto Ruiz Gallardón, resolveu dar uma entrevista de fundo à revista Zero. Nada de extraordinário não fosse esta publicação ser direccionada para os gays e de se saber a posição daquele partido em relação a esta temática. Inclusive, este senhor tema na sua lista a mulher de José Maria Aznar, ex-primeiro ministro espanhol, que é conhecida pelas suas posições, por exemplo, contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo cuja lei foi recentemente aprovada no país vizinho. Ana Botella não foi, contudo, impeditivo para que o mais provável das eleições para a Câmara madrilena desse a referida entrevista. Aqui fica uma parte da notícia publicada no DN a este propósito: «O presidente da câmara de Madrid, Alberto Ruiz Gallardón, provável vencedor das próximas eleições, apareceu esta semana na capa da revista gay mais conhecida de Espanha - a Zero, que já entrevistou Zapatero duas vezes e que tinha, para este número, como primeira escolha, o rival de Gallardón na corrida eleitoral. Mas Miguel Sebastián, socialista, recusou o convite com a enigmática frase "mais por motivos políticos que pessoais". Gallardón disse que sim, para surpresa dos editores da revista, que nunca tinham conseguido um político de direita para a capa. O alcaide, que não esteve ao lado do PP quando este interpôs um recurso no Tribunal Constitucional para anular a lei que autoriza o casamento de homossexuais, recebeu os dois jornalistas no seu escritório. E respondeu a todas as perguntas, incluindo a que questionava a número dois da sua lista, mulher do ex-presidente de Governo José Maria Aznar. Mais de uma vez, Ana Botella mostrou-se publicamente contra as leis de igualdade para os homossexuais.»P.S. - Cá no burgo fiquei a saber que o próximo dia 10 de Junho vai acumular mais uma celebração. Até hoje foi dia de Camões, de Portugal e das Comunidades. A partir deste ano vai passar a ser também dia da Tropa, mesmo assim como se tivesse sido dito por algum concorrente de um qualquer BB da TVI. Que mais celebrações podemos acumular nesse dia? Talvez o dia da Poupança! Um país que num só dia consegue comemorar quatro situações, só pode ser muito poupadinho...
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segunda-feira, 7 de maio de 2007
Sarko e Joja
quinta-feira, 3 de maio de 2007
Sarko, 1-Ségo, 1

A política e o futebol andam imiscuídas há muito tempo, por serem ambas duas temáticas que ultrapassam em muito a razão, embora a primeira não devesse ser assim. Não quero aqui falar dos tristes exemplos que temos no nosso país desta relação, mas sim salientar a importância do futebol nas sociedades. O mesmo futebol que foi vituperado, há não muito tempo, por alguns intelectuais ressabiados que hoje saem debaixo das pedras do anonimato para dizerem que afinal até percebem daquele desporto. É ver realizadores de cinema, actores, apresentadores de TV, ex-jornalistas económicos a falarem de futebol agora sem vergonha, sem correrem o risco de serem chamados de energúmenos pelos seus pares.
Para melhor explicar a importância do futebol e da sua envolvência social e política, aqui fica o excerto de uma notícia publicada hoje, no DN, acerca do debate presidencial em França entre Sarko e Ségo:
«O debate foi realizado pelo homem que revolucionou a forma de filmar os jogos de futebol em França. Quanto ao decorador do estúdio, inspirou-se no tecto oval do Stade de France, o célebre estádio parisiense, com efeitos à volta como se fossem bancadas. A cor da plataforma sobre a qual estava a mesa do debate era azul, a cor dos bleus, os futebolistas que galvanizam os franceses. Enfim, a audiência que a TF-1 e a France 2 esperavam para ontem era entre 20 e 25 milhões de telespectadores, número só comparável a uma final de Campeonato de Mundo. Tudo por um encontro dos dois a quem os franceses gostam de chamar simplesmente Sarko e Ségo.»
P.S. - Li uma notícia no CM que diz, grosso modo, que o consumo de droga é menos penalizado que o consumo de tabaco. Portanto, vai passar muita gente a passar a fumar o SG Ganza, em vez do tabaco comum! São estas leis ridículas que fazem com que o sistema judicial esteja em descrédito e desfazado da realidade...
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